Calor extremo e chuvas fortes: como o supercomputador do Inpe pode ajudar na previsão do eventos climáticos

  • 08/01/2026
(Foto: Reprodução)
Supercomputador do Inpe, chamado de Jaci. Divulgação/Secom-Inpe Calor extremo e chuvas fortes devem fazer parte de 2026, segundo a projeção de meteorologistas. E o supercomputador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Jaci, deve ajudar a prever com mais precisão esses eventos climáticos extremos. Em dezembro, o novo equipamento foi inaugurado, ampliando a capacidade de análise e armazenamento de informações. Em situações de eventos extremos, isso pode ajudar a tornar as respostas do poder público mais rápidas, com apoio do trabalho de monitoramento realizado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). "Nós devemos ficar, novamente, sem chuvas significativas e quando elas vierem devem ser concentradas. O que pode causar enxurradas, inundações e eventualmente deslizamentos de terra", disse o pesquisador do Cemaden Pedro Camarinha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mesmo com a previsão de chuvas nos próximos meses, o cenário ainda é considerado preocupante. Isso porque as precipitações têm ocorrido de forma irregular, nem sempre nos locais onde a água é mais necessária - veja sobre a situação dos reservatórios abaixo. "Essas chuvas irregulares causam esse tipo de efeito. Não necessariamente elas caem no local correto para que os reservatórios sem abastecidos, e às vezes de acontecer nesses locais, elas é muito intensa e muito dessas águas não são absorvidas pelo solo e não vão abastecer esses reservatórios de forma perene, ao longo do tempo." Atualmente, o supercomputador do Inpe passa por uma atualização de dados, que deve levar cerca de seis meses, em Cachoeira Paulista, sede do Inpe. "Esse modelo, com resolução melhorada, consegue prever, de uma forma mais realista, o caminho de deslocamento de ciclones, por exemplo", explicou José Aravéquia, coordenador de Ciências da Terra do Inpe. Equipamento do Inpe foi inaugurado em dezembro do ano passado. Divulgação/Secom-Inpe Reservatórios A represa de Paraibuna, na bacia do Rio Paraíba do Sul, está com cerca de 35% do volume útil, enquanto o Sistema Cantareira opera com 20% nesta quarta-feira (7). Na terça-feira (6), o g1 mostrou que o Sistema Cantareira está operando neste mês com menos da metade do volume de janeiro do ano passado. O sistema, que fica na região bragantina e abastece a Grande São Paulo, registrou ainda menos chuva do que a média histórica em 2025. Foram 1.141 milímetros de chuva segundo a Sabesp, o que representa 77% do que normalmente chove no ano. A média histórica é de 1.481 milímetros no ano. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/01/08/calor-extremo-e-chuvas-fortes-como-o-supercomputador-do-inpe-pode-ajudar-na-previsao-do-eventos-climaticos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Obrigado pela sua participação

Top 5

top1
1. Caminhos de Pedras

Os Castilhenses

top2
2. Prevendo o futuro

Os Irmãos Moro

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes