Estacionamento rotativo segue suspenso em Rio Branco após mais de 8 meses

  • 22/01/2026
(Foto: Reprodução)
Comerciantes e motoristas relembram impactos da Zona Azul em Rio Branco O estacionamento rotativo no Centro de Rio Branco, conhecido como Zona Azul, está suspenso há mais de oito meses. Com a interrupção do sistema, a Rede Amazônica foi às ruas para saber a opinião de quem circula pela região. A Zona Azul operava em diversos pontos com pagamento por hora de uso. O estacionamento rotativo chegou a ser suspenso pela primeira vez em abril de 2021 após sete anos de funcionamento por conta do fim do contrato com a empresa que até então era responsável pelo serviço. Dois anos depois, o serviço foi retomado até abril de 2025. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A Prefeitura de Rio Branco e a Empresa Rizzo Parking, que operava o sistema, brigam na Justiça alegando quebra de contrato. O processo judicial segue em tramitação. A ideia da Zona Azul era garantir rotatividade nos disputados espaços. Mas, com o fim do serviço, comerciantes avaliam que mais pessoas têm passado pela região. “Na minha opinião, ajudou a saída [da Zona Azul]. Para mim, sem a Zona Azul é melhor, vem mais gente, na minha opinião”, disse Marcos Carmurça. Estacionamento rotativo foi suspenso em abril do ano passado Aline Nascimento/G1 Motoristas que utilizaram o serviço também contam sobre experiências e transtornos que passaram utilizando o estacionamento rotativo, desde multas até saldo que ficou preso no aplicativo com a suspensão do funcionamento. Evilando Lima é motorista de aplicativo e diz que, apesar de continuar com dificuldades para encontrar vaga, o cenário é melhor do que quando havia o sistema de rotatividade. Para ele, além de achar um espaço para estacionar, o aparelho utilizado para inserir o tempo de estadia e pagamento era complicado. “Procurava alguém para ajudar e não achava ninguém. Eu entrei para resolver uma questão no banco, e quando cheguei, a notificação estava no meu carro. Se não me recordo, eram R$ 22, sendo que o estacionamento era R$ 2,50, ou algo assim. Então, para mim, não teve nada de benefício dessa Zona Azul”, reclamou. Saldo preso no aplicativo Para a intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) Sâmia dos Santos, o problema foi o saldo que ficou preso no aplicativo. “Tinha um saldo e parece que desativaram o aplicativo, e eu continuei com saldo e perdi. Também não mudou muita coisa, porque a gente estaciona e tem que pagar os flanelinhas constantemente”, criticou. Sobre casos como este, a Prefeitura de Rio Branco e a Empresa Rizzo Parking informaram apenas que irão se manifestar após uma sentença no caso. Rizzo operava em Rio Branco desde março de 2023 Aline Nascimento/g1 Supostas irregularidades Ainda no ano passado, o vereador Eber Machado denunciou a empresa por supostamente atuar sem o Termo de Recebimento Definitivo (TRD), o que, conforme a denúncia, comprometia a legalidade da cobrança das tarifas. A denúncia feita na Câmara de Vereadores de Rio Branco foi confirmada pela RBTrans por meio de um ofício assinado pelo superintendente. No documento, Clendes Vilas Boas, admitia que, após análise do processo, a empresa ainda não possuía Termo de Recebimento Definitivo e, mesmo assim, continuava operando. A denúncia também chamou atenção para a falta de fiscalização da prefeitura, mesmo diante das falhas já identificadas. Outro ponto abordado na denúncia era a sinalização das vagas, que apresentava falhas graves. Estima-se que mais de 90% das sinalizações da Zona Azul esteja em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Após denúncias, empresa que opera a Zona Azul em Rio Branco suspende serviços Na época, a CEO da Rizzo Parking, Roberta Borges, afirmou que a empresa tinha um contrato de dez anos com a prefeitura e que a parceria não estava suspensa. Ela negou que o grupo opere ilegalmente, mas disse que as notícias veiculadas sobre a operação da empresa causaram a suspensão temporária dos serviços. Ainda segundo a CEO, a empresa possui um TRD parcial. O documento definitivo seria recebido ao final da implementação do serviço nos outros dois bairros da capital. "A empresa optou por não realizar o serviço. Somos vítimas constantes depredações e violência contra nossa sinalização. Mesmo antes da divulgação dessas notícias falsas, já havíamos anunciado, de forma responsável, um processo judicial para rescisão amigável de nosso contrato", destacou. Roberta alegou que a suspensão não tinha a ver com as denúncias e nem configurava abandono da empresa. "O debate judicial foi agravado pela desinformação pública. Todas as providências judiciais para remoção das notícias falsas e responsabilização dos autores estão em curso", concluiu. À época, a RBTrans confirmou que abriu um procedimento administrativo para apurar possíveis descumprimentos contratuais por parte da empresa. Foi formada uma comissão para conduzir os trâmites por meio do Procedimento de Apuração de Infrações de Fornecedores (PAAIF). Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/01/22/estacionamento-rotativo-segue-suspenso-em-rio-branco-apos-mais-de-8-meses.ghtml


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