Hacker Delgatti é transferido do 'presídio dos famosos' de Tremembé
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de arquivo - Delgatti na CPI dos Atos Golpistas
Geraldo Magela/Agência Senado
Condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o hacker Walter Delgatti Neto foi transferido da Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', o presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo.
Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. A saída dele do presídio dos famosos ocorreu em dezembro.
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Segundo apurou o g1, Delgatti foi transferido com outros detentos para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba. Ele cumpre pena em regime fechado.
STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ
Em abril do ano passado, a Penitenciária II de Potim registrou um motim, com bloqueio de celas e brigas entre detentos. Três presos ficaram feridos.
O g1 acionou a defesa de Walter Delgatti e aguarda retorno.
Invasão do CNJ
Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.
Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.
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Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo.
Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.
Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
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